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Vice-prefeito eleito de Rio das Antas é suspeito de liderar esquema para furar fila do SUS em SC, diz MP

Publicada em 16/12/20 às 11:18h - 87 visualizações

por Rede TV Sul/G1 Santa Catarina


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 (Foto: Reprodução/Internet)
O vice-prefeito eleito de Rio das Antas, Selmir Paulo Bodanese (MDB), é investigado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em uma suspeita de esquema para furar a fila de cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS). Ele chegou a ser preso em Tangará, também no Oeste catarinense, e foi solto após decisão judicial. A defesa dele disse que só vai se manifestar após ter acesso à denúncia.

Bodanese foi preso preventivamente na quinta-feira (10) e foi solto no domingo (13) após o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) aceitar o pedido de habeas corpus feito pela defesa dele (veja mais abaixo). A decisão do TJ é liminar (temporária).

Investigação

A investigação do suposto esquema começou em 2017, segundo o promotor de Justiça Jean Pierre Campos, coordenador do Grupo Especial Anticorrupção (Geac) regional de Lages. A chamada Operação Emergencial foi feita em 2018, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão em 12 cidades catarinenses, a maioria delas no Oeste.

O MPSC pediu a prisão preventiva de Bodanese, conforme o promotor, porque investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) mostraram que ele continuava com o esquema de furar a fila de cirurgias do SUS em cidades do Oeste catarinense.

Conforme o MPSC, ele é o principal articulador da organização criminosa. As investigações apontaram que Bodanese, após deixar o cargo de secretário municipal de Saúde de Rio das Antas, começou a participar de licitações em municípios da região e também do Norte do estado. Segundo o MPSC, ele fazia prestação de serviços de saúde com empresas parceiras, com o objetivo de fraudar licitações e contratações.

Em paralelo, a companheira dele e outros investigados formaram uma organização criminosa coordenada por Bodanese, de acordo com o MPSC. Através do pagamento de propina a prefeitos e agentes públicos municipais, o casal criou um esquema com médicos para fraudar emergências.

Dessa forma, pacientes que aguardavam cirurgias agendadas podiam ter acesso aos procedimentos fingindo uma situação de emergência. Assim, furavam as filas criadas pelas Secretarias Municipais de Saúde.

Em 2018, Bodanese já havia sido preso preventivamente durante a mesma investigação, junto com outras oito pessoas, incluindo a companheira dele, um vereador de Caçador, o diretor de um hospital e outros profissionais de saúde.

O MPSC fez três denúncias relacionadas à investigação da Operação Emergencial e Bodanese foi denunciado em todas elas. A que resultou na prisão dele foi a única analisada pela Justiça em primeira instância. As outras duas são examinadas pelo TJSC, já que possuem denunciados com foro privilegiado, como prefeitos.

Além de políticos, o MPSC investiga médicos e pacientes que teriam se beneficiado do esquema.

Soltura

Na decisão que resultou na soltura de Bodanese, o desembargador Selso de Oliveira argumentou que o relatório feito pelo MPSC não delineou como teria sido a ligação entre o denunciados e profissionais de um hospital de Curitiba que teria beneficiado pacientes em um esquema de furar fila do SUS.

"Do que se visualiza, por ora, o caso está ainda a depender de instrução e coleta de provas no que diz com as imputações feitas pelo Ministério Público", escreveu o desembargador na decisão.



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